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segunda-feira, 6 de maio de 2013

*Resenha Em busca do Paraíso


Em busca do Paraíso

Judith McNaught


Este romance conta a história de Meredith Bancroft e Matthew Farrel. Dois jovens apaixonas separados pelo pai na moça. 11 anos depois, muitas coisas mudaram. Contudo o amor fica ali, com um sentido de justiça que nenhum dos dois pode evitar.

Sim meus amores, mais um da Judith McNaught. Mas como postei no "Aumentando a Coleção", comprei três livros dela e estou lendo eles seguidinhos. Esse tem algo de especial. Diferente da maioria dos romances de Judith, este não passa na Inglaterra de dois séculos atrás. E sim nos Estados Unidos, mais especificamente Chicago. Nos anos 70 e 80. As ideias e valores são diferentes de outros livros dela. Entretanto aquele preconceito contra a mulher ainda está em alta /podemos dizer que até hoje né?/.
O que interessa é que ela consegue ter ideias, que dão muito assunto. Ela erra na escolha do que ela vai se aprofundar mais ou menos. Contudo conseguimos de certa forma ignorar esse fato, pois é incrível como ela usa de outros instrumentos para prender o leitor. Com uma boa narrativa. Eu percebi que nesse livro ela usou menos da descrição exagerada, talvez por que a época em que ela escreveu o livro, era mesma que se passava na história. Ou seja, as pessoas já tinham uma imagem formada na cabeça. Nós hoje, 2013 temos um ideia mais próxima do que se passava a quatro décadas atrás, do que a dois séculos. Então não tive problema nenhum com a falta de uma narrativa TÃO descritiva.


Parando de enrolar, vamos aos personagens. Meredith Bancroft é rica, que sonha em um dia ser presidente da empresa da família. Entretanto a coisa não é fácil assim, ela é mulher e o pai dela um homem muito conservador. Philip Bancroft, é muito ciumento e desconfiado. Prende a filha em sua bolha fictícia por puro medo. Então é obvio que quando aparece Matt Farrel um pobre, que trabalha em uma usina de aço e vive com o pai alcoólatra e a irmã em uma pequena casinha, Philip vai tentar interferir nesse romance a todo custo. mas o fofo do Matt não desiste fácil. Ele vai lutar muito para provar seu valor. E não posso negar que ele me encantou, enquanto em muitos momentos Meredith me irritou!!

"- Anime-se, bela adormecida! - ordenou em tom de brincadeira. Ela abriu os olhos e estreitou-los, fixando-os, no sorriso dele, antes de erguê-los para os olhos cinsentos, aflita e confusa."

quarta-feira, 1 de maio de 2013

*Resenha Até você chegar


Até você Chegar

Judith McNaugth


A história se passa em Londres, no início do século XIX. Sheridan Bromleigh é uma professora americana, contratada para acompanhar Clarise Lancaster até a Inglaterra, onde encontrará seu noivo. Mas a menina foge deixando Sheridan sem saber o que explicar ao pretendente dela, lorde Burleton.
O Conde de Langford, Stephen Westmoreland, pensa que Sheridan é Clarise e vai a em sua direção para informar sua participação em um acidente envolvendo Lorde Burleton. No momento em que iria explicar o mal-entendido , Sheridan também sofre um acidente e perde a memoria, e ai que tudo começa.

Até você Chegar, é o segundo livro da serie "Westmoreland Mens" - não é necessário ler o primeiro livro para compreensão deste - mas eu já havia lido. O primeiro livro da serie é Whitney, meu amor. E a linha que Judith segue no primeiro é a mesmo que no segundo. Ela trabalha muito no requisito "confiança". Um assunto que dá "ibope". Seja no século XIX ou XXI, é algo bem evidente na vida das pessoas. Sem confiança não existe relacionamento, e é disso que se trata a maioria do romance dela.
  
 " - O que você vai fazer?                                            - Esperar."      

Na infância previa-se que Sheridan se tornaria uma daquelas Amazonas. Entretanto quando foi morar com sua tia, aprendeu tudo o que devia saber para se tornar um moça respeitável aos olhos da sociedade. Mesmo assim seu lado aventureiro sempre ficou guardado dentro dela.
Já Stephen é daqueles homens cheios de amante, que experimentaram o amor uma vez e foram feridos. E onde ele irá encontrar o amor? Sim, nos braços de Sherry. História bem clichê, mas que graças a forma de narrar de Judith me prendeu o livro inteiro. Ele é narrado em 3ª pessoa, dá uma visão mais ampla da história, eu prefiro assim. 
O livro também é bem descritivo, ás vezes até irrita. Eu não quero saber se a arvore é seca e torta, só me contém que tem um árvore lá. Entretanto dá mais magia a sua imaginação.

"O beijo parecia nunca mais ter fim, como se ele tivesse todo tempo do mundo para explorar e saborear, todos os contornos de sua boca."

domingo, 14 de abril de 2013

*Resenha - Jane Eyre

JANE EYRE

Charlotte Brontë


Jane Eyre vive com a tia e seus 3 primos, orfã de pai e mãe e desprezada por seus parentes, Jane, é enviada para a instituição de caridade Lowood, onde ela leva uma vida quase que feliz, se torna independente e forte. Quando faz 18 anos decide partir, ela passa a trabalhar como preceptora, em Thornfield, de uma menininha chamada Adèle, pupila de Edward Rochester, homem arrogante e irônico que esconde um segredo.

Peguem a Inglaterra no século XIX, uma mulher guerreira, uma narrativa sublime, uma autora brilhante e misture tudo, então temos "Jane Eyre". Sou suspeita demais para dizer o quanto amei esse livro. Inglaterra, romance e irmãs Brontë? Só podia dar coisa boa! Jane nossa mocinha da história representa aquelas mulheres que por muitos anos lutaram por algo. Hoje somos bombardeados por personagens chamados de "mongos" e "chorões", sim tenho meus momentos depressivos que ter um destes livros ao lado me faz bem, entretanto acredito que um personagem forte e de muita personalidade seja o que me chama mais a atenção. A construção destas figuras deve ser de grande maestria, e bem, estamos falando de Charlotte Brontë, que nos passa sua genialidade através de seus romances. 
Voltando ao foco principal, Jane Eyre é uma garota de apenas 18 anos de idade que encontra sua independência, contudo aparece um homem, seu patrão, que vai vira-lhe a vida de cabeça para baixo novamente, essa sua paixão e descontentamento em torno de Edward é toda contada em primeira pessoa, ela se refere a nós como "leitor", o que me chamou muito a atenção se formos comparar com outros romances da literatura inglesa daquela época, você de certa forma se aprofunda mais ainda na história ao ponto de ler o livro em dois dias, como eu fiz, é daqueles livros que você só larga para ir dormir. Outra coisa que eu apreciei da obra, foi a delicadeza com que ela tratou o romance dos dois, muito realista, mas com um toque de contos de fada. 

"Tornei a me deitar, mas sabia que não iria dormir. Fiquei navegando, até amanhecer o dia, num mar de ondas inquietas , onde correntes de problemas passavam sob as ondas de felicidade."


Outro aspecto que não posso deixar de falar é a mistura de "mistério" em torno da história, Edward guarda um segredo, enquanto isso começam a ocorrer coisa estranhas em Thornfield o que te deixa mais intrigado e com mais vontade de ler.

"O relógio, lá embaixo, no vestíbulo bateu duas badaladas. Nessa hora tive a impressão de algo tocando a porta do meu quarto, como se mãos se apoiassem na madeira, enquanto alguém se arrastava pelo corredor escuro."
O que me desgostou um pouquinho, foi que muitos trechos eles conversam em francês, boei bonito, entretanto me incentivou a procurar o que aquelas palavras queriam dizer. 
É com um pouquinho de receio que digo que "Jane Eyre" conseguiu me cativar mais do que "Orgulho e Preconceito", da Jane Austen, que até uma semana atrás era meu livro preferido.

Como é um clássico literário, muitas editoras compraram seus direitos, mas o livro foi publicado originalmente na Inglaterra no ano de 1847, e até hoje está no mercado literário. Talvez isso indique que as pessoas devam compra-lo e desfrutar do mundo de Jane Eyre (e um pouquinho do de Brontë).


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