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sábado, 26 de outubro de 2013

*Resenha O Visconde que Me Amava

 

O Visconde que Me Amava

Julia Quinn

A temporada de bailes e festas de 1814 acaba de começar em Londres. Como de costume, as mães ambiciosas já estão ávidas por encontrar um marido adequado para suas filhas. Ao que tudo indica, o solteiro mais cobiçado do ano será Anthony Bridgerton, um visconde charmoso, elegante e muito rico que, contrariando as probabilidades, resolve dar um basta na rotina de libertino e arranjar uma noiva.
Logo ele decide que Edwina Sheffield, a debutante mais linda da estação, é a candidata ideal. Mas, para levá-la ao altar, primeiro terá que convencer Kate, a irmã mais velha da jovem, de que merece se casar com ela.
Não será uma tarefa fácil, porque Kate não acredita que ex-libertinos possam se transformar em bons maridos e não deixará Edwina cair nas garras dele.
Enquanto faz de tudo para afastá-lo da irmã, Kate descobre que o visconde devasso é também um homem honesto e gentil. Ao mesmo tempo, Anthony começa a sonhar com ela, apesar de achá-la a criatura mais intrometida e irritante que já pisou nos salões de Londres. Aos poucos, os dois percebem que essa centelha de desejo pode ser mais do que uma simples atração.
Considerada a Jane Austen contemporânea, Julia Quinn mantém, neste segundo livro da série Os Bridgertons, o senso de humor e a capacidade de despertar emoções que lhe permitem construir personagens carismáticos e histórias inesquecíveis.


Não há spoilers do primeiro livro.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

*Resenha O Duque e Eu


O Duque e Eu

Julia Quinn


Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo. 
Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta.
Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.

 

domingo, 8 de setembro de 2013

*Resenha As Regras da Sedução




As Regras da Sedução

Madeline Hunter

 

Lorde Hayden Rothwell chega à casa de Alexia Welbourne sem aviso e sem ser convidado – um homem poderoso e sedutor, movido por interesses obscuros. Sua visita anuncia a ruína financeira da família de Alexia e o fim das esperanças da jovem de um dia conseguir um bom casamento. Para se sustentar, a moça recebe a proposta de ser dama de companhia de Lady Henrietta Wallingford e preceptora de sua filha. O problema é que a oferta vem do sobrinho de Henrietta, ninguém menos que lorde Hayden.
Morando na casa da tia de Rothwell, Alexia descobre que a proximidade com o homem que destruiu sua família pode ser perigosamente irresistível. Num gesto impensado, ela se entrega a ele, e ambos se veem obrigados a se casar. O que Alexia não sabe é que os atos aparentemente arrogantes de seu belo e sensual marido são motivados por uma dívida de honra que pode levá-lo a sacrificar tudo.
Com tantas mágoas e segredos entre eles, o casal tem tudo para se manter afastado. Mas Hayden é um homem apaixonante e Alexia, a tentação que o faz perder a cabeça. Morando sob o mesmo teto, eles acabam se aproximando e, juntos, vão descobrir um jogo de sedução em que cada um faz as próprias regras.

sábado, 27 de julho de 2013

*Resenha Aposta Indecente



Aposta Indecente

Matilda Wright


Paris, 1854. Um dos homens mais ricos da França, o marquês de Villeclaire tem uma vida luxuosa e despreocupada, onde não falta nada que o dinheiro e a sua posição social possam pagar. Mulheres, jogo, festas, caçadas, palácios… Mas uma aposta faz com que os destinos de Villeclaire e Catherine Duvernois, uma jovem e misteriosa viúva, se cruzem, numa fase em que uma nuvem negra assombra os dias do belo marquês, prestes a casar, contra sua vontade, com Blanche de Belfort. A vida de Louis de Villaclaire desmorona-se… Quem é Catherine Duvernois? E Blanche de Belfort? Alguém está mentindo. Mas quem? Por quê? A resposta mudará para sempre o futuro destas três personagens. Um romance arrebatador, que se desenrola entre os sofisticados salões da aristocracia parisiense e as deslumbrantes paisagens do vale do Loire, levando os leitores numa viagem inesquecível por cenários de sonho, durante o reinado do Imperador Napoleão III.


segunda-feira, 6 de maio de 2013

*Resenha Em busca do Paraíso


Em busca do Paraíso

Judith McNaught


Este romance conta a história de Meredith Bancroft e Matthew Farrel. Dois jovens apaixonas separados pelo pai na moça. 11 anos depois, muitas coisas mudaram. Contudo o amor fica ali, com um sentido de justiça que nenhum dos dois pode evitar.

Sim meus amores, mais um da Judith McNaught. Mas como postei no "Aumentando a Coleção", comprei três livros dela e estou lendo eles seguidinhos. Esse tem algo de especial. Diferente da maioria dos romances de Judith, este não passa na Inglaterra de dois séculos atrás. E sim nos Estados Unidos, mais especificamente Chicago. Nos anos 70 e 80. As ideias e valores são diferentes de outros livros dela. Entretanto aquele preconceito contra a mulher ainda está em alta /podemos dizer que até hoje né?/.
O que interessa é que ela consegue ter ideias, que dão muito assunto. Ela erra na escolha do que ela vai se aprofundar mais ou menos. Contudo conseguimos de certa forma ignorar esse fato, pois é incrível como ela usa de outros instrumentos para prender o leitor. Com uma boa narrativa. Eu percebi que nesse livro ela usou menos da descrição exagerada, talvez por que a época em que ela escreveu o livro, era mesma que se passava na história. Ou seja, as pessoas já tinham uma imagem formada na cabeça. Nós hoje, 2013 temos um ideia mais próxima do que se passava a quatro décadas atrás, do que a dois séculos. Então não tive problema nenhum com a falta de uma narrativa TÃO descritiva.


Parando de enrolar, vamos aos personagens. Meredith Bancroft é rica, que sonha em um dia ser presidente da empresa da família. Entretanto a coisa não é fácil assim, ela é mulher e o pai dela um homem muito conservador. Philip Bancroft, é muito ciumento e desconfiado. Prende a filha em sua bolha fictícia por puro medo. Então é obvio que quando aparece Matt Farrel um pobre, que trabalha em uma usina de aço e vive com o pai alcoólatra e a irmã em uma pequena casinha, Philip vai tentar interferir nesse romance a todo custo. mas o fofo do Matt não desiste fácil. Ele vai lutar muito para provar seu valor. E não posso negar que ele me encantou, enquanto em muitos momentos Meredith me irritou!!

"- Anime-se, bela adormecida! - ordenou em tom de brincadeira. Ela abriu os olhos e estreitou-los, fixando-os, no sorriso dele, antes de erguê-los para os olhos cinsentos, aflita e confusa."

quarta-feira, 1 de maio de 2013

*Resenha Até você chegar


Até você Chegar

Judith McNaugth


A história se passa em Londres, no início do século XIX. Sheridan Bromleigh é uma professora americana, contratada para acompanhar Clarise Lancaster até a Inglaterra, onde encontrará seu noivo. Mas a menina foge deixando Sheridan sem saber o que explicar ao pretendente dela, lorde Burleton.
O Conde de Langford, Stephen Westmoreland, pensa que Sheridan é Clarise e vai a em sua direção para informar sua participação em um acidente envolvendo Lorde Burleton. No momento em que iria explicar o mal-entendido , Sheridan também sofre um acidente e perde a memoria, e ai que tudo começa.

Até você Chegar, é o segundo livro da serie "Westmoreland Mens" - não é necessário ler o primeiro livro para compreensão deste - mas eu já havia lido. O primeiro livro da serie é Whitney, meu amor. E a linha que Judith segue no primeiro é a mesmo que no segundo. Ela trabalha muito no requisito "confiança". Um assunto que dá "ibope". Seja no século XIX ou XXI, é algo bem evidente na vida das pessoas. Sem confiança não existe relacionamento, e é disso que se trata a maioria do romance dela.
  
 " - O que você vai fazer?                                            - Esperar."      

Na infância previa-se que Sheridan se tornaria uma daquelas Amazonas. Entretanto quando foi morar com sua tia, aprendeu tudo o que devia saber para se tornar um moça respeitável aos olhos da sociedade. Mesmo assim seu lado aventureiro sempre ficou guardado dentro dela.
Já Stephen é daqueles homens cheios de amante, que experimentaram o amor uma vez e foram feridos. E onde ele irá encontrar o amor? Sim, nos braços de Sherry. História bem clichê, mas que graças a forma de narrar de Judith me prendeu o livro inteiro. Ele é narrado em 3ª pessoa, dá uma visão mais ampla da história, eu prefiro assim. 
O livro também é bem descritivo, ás vezes até irrita. Eu não quero saber se a arvore é seca e torta, só me contém que tem um árvore lá. Entretanto dá mais magia a sua imaginação.

"O beijo parecia nunca mais ter fim, como se ele tivesse todo tempo do mundo para explorar e saborear, todos os contornos de sua boca."

sexta-feira, 19 de abril de 2013

*Resenha - O Pássaro

O Pássaro

Samanta Holtz


Status, riqueza e um ótimo partido para casar. É o que toda garota quer na época de Caroline Mondevieu. Mas seus sonhos, todavia, vão além disso. Caroline quer ser dona de seu próprio destino. Sua vida muda ao encontrar Bernardo, um domador de cavalos, que por mais que não se entendam os dois tem algo em comum, que é a busca da liberdade. Terão de se arriscar e se unir para conquistar aquilo que eles tanto desejam.


Emocionante, maravilhoso, incrível. Muitos adjetivos podem descrever este livro, mas nenhum vai chegar perto do que estou sentindo agora. Terminei o livro ontem durante a noite, dormi pensando nessa resenha. As vezes expressar o que sentimos através de palavras não é fácil, mas vou tentar.
Primeiro tópico, a obra é de uma escritora brasileira. Sempre existiu e acredito que sempre existirá certo preconceito com nossos escritos - posso dizer que eu já fui muito preconceituosa - ainda bem que não sou mais. Comecei minha paixão por literatura nacional quando li "Anjo Negro" de Nelson Rodrigues , clássicos sempre me chamaram a atenção, mesmo que no início a compreensão desses livros fosse difícil. Passei a ler outros livros, que amigos meus indicassem ou que o título e chamasse a atenção. Até que um dia vi uma resenha sobre "O Pássaro", era só elogios, fiquei curiosa, mas mesmo assim não o li. Quando soube que era uma escritora brasileira senti mais vontade de ler, então comprei ele. 
Pode-se dizer que está obra é superior a muitas obras internacionais. A narrativa é leve e nada cansativa, devorei o livro do início ao fim.

"Enquanto subia os degraus de mármore, parou no patamar em frente a porta, reparando numa alta gaiola dourada, onde um belo pássaro branco era mantido. Ela o admirou demoradamente."

Liberdade. O que seria liberdade para você? Temos nossas crenças e ideologias. Cada individuo tem sua concepção do que é a liberdade. Estudamos em filosofia que Platão dizia estarmos todos presos em nossa próprias fantasias, vivendo em nosso imaginário, que só encontraríamos nossa realidade quando fossemos libertados dessas correntes. 

A liberdade que Caroline busca, é a de escolha. Seu pai é um poderoso barão que controla a vida de sua mulher e filhas, um outro assunto muito tocado no livro, o controle do homem sobre a vida das mulheres. 
No século XIII as convenções eram totalmente diferentes da que vivemos hoje. Mulheres eram vistas apenas como procriadoras, deviam ficar caladas, algo que Caroline questionava muito.
Então com seu senso de busca por respostas e seu desejo de liberdade, ela se junta a Bernardo. Os dois são de mundos completamente diferentes, o que vai gerar muitas brigas, que a escritora acrescentou leves toques que humor. Obviamente vocês conhecem o ditado "os opostos se atraem" e é bem o que ocorre. Um amor nasce entre eles, entretanto para nossa infelicidade a coisa não é tão fácil assim. Muitos segredos são guardados. Segredos que talvez levem os dois jovens a se separar.

"Sob a aclamação de toda a comunidade, ele a beijou. Caroline sentiu um choque, de início, que foi gradativamente substituído por uma agradável sensação de conforto."

Coisas surpreendentes ocorrem no decorrer da história. Quando você pensa que está tudo bem, ocorre algo, o que me fascinou. Amor, mistério e ensinamentos envolvem o livro até sua ultima página. Deixando seus pensamentos ligados a ele, por um bom tempo. Teve momentos que senti vontade de bater em alguns personagens e até mesmo na escritora, mas tudo passageiro. Esse livro me fez chorar, rir, sentir raiva e muitos outros sentimentos aglomerados. É sublime. 


O livro foi publicado no ano de 2012 pela editora Novo século
Terminado essa resenha, lhes deixo uma questão:
Até onde você iria para conquistar liberdade? 


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domingo, 14 de abril de 2013

*Resenha - Jane Eyre

JANE EYRE

Charlotte Brontë


Jane Eyre vive com a tia e seus 3 primos, orfã de pai e mãe e desprezada por seus parentes, Jane, é enviada para a instituição de caridade Lowood, onde ela leva uma vida quase que feliz, se torna independente e forte. Quando faz 18 anos decide partir, ela passa a trabalhar como preceptora, em Thornfield, de uma menininha chamada Adèle, pupila de Edward Rochester, homem arrogante e irônico que esconde um segredo.

Peguem a Inglaterra no século XIX, uma mulher guerreira, uma narrativa sublime, uma autora brilhante e misture tudo, então temos "Jane Eyre". Sou suspeita demais para dizer o quanto amei esse livro. Inglaterra, romance e irmãs Brontë? Só podia dar coisa boa! Jane nossa mocinha da história representa aquelas mulheres que por muitos anos lutaram por algo. Hoje somos bombardeados por personagens chamados de "mongos" e "chorões", sim tenho meus momentos depressivos que ter um destes livros ao lado me faz bem, entretanto acredito que um personagem forte e de muita personalidade seja o que me chama mais a atenção. A construção destas figuras deve ser de grande maestria, e bem, estamos falando de Charlotte Brontë, que nos passa sua genialidade através de seus romances. 
Voltando ao foco principal, Jane Eyre é uma garota de apenas 18 anos de idade que encontra sua independência, contudo aparece um homem, seu patrão, que vai vira-lhe a vida de cabeça para baixo novamente, essa sua paixão e descontentamento em torno de Edward é toda contada em primeira pessoa, ela se refere a nós como "leitor", o que me chamou muito a atenção se formos comparar com outros romances da literatura inglesa daquela época, você de certa forma se aprofunda mais ainda na história ao ponto de ler o livro em dois dias, como eu fiz, é daqueles livros que você só larga para ir dormir. Outra coisa que eu apreciei da obra, foi a delicadeza com que ela tratou o romance dos dois, muito realista, mas com um toque de contos de fada. 

"Tornei a me deitar, mas sabia que não iria dormir. Fiquei navegando, até amanhecer o dia, num mar de ondas inquietas , onde correntes de problemas passavam sob as ondas de felicidade."


Outro aspecto que não posso deixar de falar é a mistura de "mistério" em torno da história, Edward guarda um segredo, enquanto isso começam a ocorrer coisa estranhas em Thornfield o que te deixa mais intrigado e com mais vontade de ler.

"O relógio, lá embaixo, no vestíbulo bateu duas badaladas. Nessa hora tive a impressão de algo tocando a porta do meu quarto, como se mãos se apoiassem na madeira, enquanto alguém se arrastava pelo corredor escuro."
O que me desgostou um pouquinho, foi que muitos trechos eles conversam em francês, boei bonito, entretanto me incentivou a procurar o que aquelas palavras queriam dizer. 
É com um pouquinho de receio que digo que "Jane Eyre" conseguiu me cativar mais do que "Orgulho e Preconceito", da Jane Austen, que até uma semana atrás era meu livro preferido.

Como é um clássico literário, muitas editoras compraram seus direitos, mas o livro foi publicado originalmente na Inglaterra no ano de 1847, e até hoje está no mercado literário. Talvez isso indique que as pessoas devam compra-lo e desfrutar do mundo de Jane Eyre (e um pouquinho do de Brontë).


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