terça-feira, 16 de abril de 2013

*Resenha - Sangue Quente

Sangue Quente

Isaac Marion


Em um algum momento da história, os zumbis apareceram e agora o mundo está destruído. Os humanos normais fugiram para dentro de enormes estádios de futebol e lá criaram suas pequenas comunidades. Mas nossa história é contada do ponto de vista de R, um zumbi que se arrasta como os outros, caça como os outros, come carne e cérebros (a mais fina iguaria) como outros, mas que às vezes, tem sonhos de como era ser humano, tenta se lembrar de sua vida anterior e filosofa sobre isso.

"Estou morto, mas isso não é tão ruim. Aprendi a conviver com isso. Desculpe não me apresentar da forma correta, mas não tenho mais um nome."
Zumbis não são algo que me atrai. Eles são o estágio mais primitivo do ser humano,  não tem sentimentos, não tem memorias, nem consciência, só fome. Entretanto "R" é um zumbi diferente, ele não se lembra e nem sente. Mas se questiona, e esses questionamentos levam R a salvar Julie; Uma garota que se encontrava no meio de uma guerra de sangue entre zumbis e humanos. Ela para escapar de ser morta, aceita ficar um tempo em companhia de R. Ai desenrola a história, que graças a indicação de um amigo cheguei a conhecer. Ela é contada em primeira pessoa pelos pensamentos de R. 

Algo que gostei do livro foi a ideia do autor de passar mais que uma história de amor entre uma humana e um zumbi. É uma verdadeira crítica contra a sociedade, ele usa de certa filosofia para transmiti-la.
Vemos em jornais o quanto o ser humano esta se alto destruindo. Onde vamos parar? Existe um "depois" do fim do mundo? Será que teremos uma chance de nos redimir? "Sangue Quente" responde essa perguntas de acordo com a brilhante imaginação do escritor. O "depois" de Isaac envolve zumbis - bem nojentos pode-se dizer- um em especial. R pode ser a salvação de uma sociedade que se afundou na ideia de "sobreviver" em vez de "viver". Ele começa a pensar e se perguntar, passa a sentir.
Julie vai se juntar a R nestes questionamentos e talvez encontrem uma salvação.

"Não sei o que aconteceu. Doença? Guerra? Colapso social? Ou apenas nós acontecemos? Os Mortos substituindo os Vivos? Acho que isso talvez não seja tão importante. Quando você chega ao fim do mundo, não interessa muito que caminho pegou para chegar lá."
Memórias. É algo que tentamos preservar para o resto da vida, seja através de um diário, fotos ou vídeos. Contudo, até que ponto o cérebro guarda essas recordações? Esse foi outro aspecto que Isaac utilizou como tema. Ao comer os cérebros das pessoas, zumbis tem visões das memórias daquela determinada pessoa. Sem conseguir lembrar de sua vida, R tenta resgatar as lembranças de uma pessoa em especial (qual não citarei por ser spoiler), para conquistar a confiança de Julie. Mas obvio que essa união não será aceita nem pelo mortos-vivos ou pelos humanos, criando diversos problemas e possíveis aceitações.

Apreciei muito esta obra. Tanto por sua história e escrita, quanto por sua mensagem. Isaac crítica nosso modo de vida, fazendo com que nos deparemos com momentos de reflexões. Recomendo para todos que gostam de romance e ficção.

O livro foi publicado originalmente em 2010 nos Estados Unidos com o titulo "Warms Bodies". Aqui no Brasil seus direito foram comprados pela editora Leya, publicando "Sangue Quente" no ano de 2011. O autor trabalha atualmente no livro que conta a causa da apocalipse mundial que já tem nome. "The New Hunger" vamos esperar o que vem por ai!!!!


.
.
.
.
.
.



4 comentários:

Vivian Pitança disse...

Adorei a resenha. Boa escrita. Só recomendo que coloque o nome da resenha que está fazendo no título dos posts, acho que fica mais fácil... mas enfim... Você quem sabe, obviamente.
Sucesso!

http://vivianpitanca.blogspot.com.br/

sucessoparaseublog.blogspot.com.br

Rafaela Oliveira disse...

Obrigada pela dica =)

Ícaro Muniz disse...

Infelizmente, odeio essa modernização que fizeram com os monstros. Cadê os cérebros na boca?

Rafaela Oliveira disse...

KKKKKKKKKK Se for ver por esse lado =P

Postar um comentário

Comente, de sugestões, critique (moderadamente).

Obrigada pela visita. Venha sempre